Secretaria de Saúde apresenta projeto para qualidade assistencial rede SUS de Belo Horizonte

 

O projeto é um desdobramento da metodologia DRG (Diagnosis Related Groups) que vem sendo aplicada desde setembro de 2017 nos hospitais 100% SUS próprios ou filantrópicos de Belo Horizonte.

 

(Foto: Ascom/SMSA)

Melhorar e monitorar a qualidade assistencial na estrutura SUS, além de fortalecer as boas práticas no ambiente hospitalar. Esses são alguns dos objetivos do Projeto Qualidade e Segurança Assistencial, lançado na última segunda-feira, 11 de março, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Cerca de 100 pessoas prestigiaram o anúncio, entre elas o subsecretário de Promoção e Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, a presidente do GIS (Grupo de Inovação em Saúde), Jomara Alves, os diretores do Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, do Hospital Metropolitano Odilon Behrens, do Hospital Risoleta Tolentino Neves, do Complexo Hospitalar São Francisco de Assis, do Hospital Universitário Ciências Médicas, do Hospital Sofia Feldman, da Santa Casa de BH e dos parceiros do Curso de Gestão de Serviços de Saúde da UFMG e do Instituto de Acreditação e Gestão (IAG).

O projeto é um desdobramento da metodologia DRG (Diagnosis Related Group) que vem sendo aplicada desde setembro de 2017 nos hospitais 100% SUS próprios ou filantrópicos de Belo Horizonte. O DRG traça, em tempo real, o perfil de assistência dos hospitais. A partir dele, tem sido possível mapear a gravidade dos casos, a possibilidade de uma rotatividade maior dos leitos, a segurança dos processos de trabalho, além de evitar internações que poderiam ser tratadas pela atenção primária, por exemplo.

O Projeto Qualidade e Segurança Assistencial, coordenado pelo GIS, em parceria com a Diretoria de Vigilância Sanitária e Diretoria de Regulação de Alta e Média Complexidade, vai atuar no cumprimento de protocolos de segurança que já são previstos pelo Ministério da Saúde. De acordo com a presidente do GIS, Jomara Alves, o projeto é baseado em duas abordagens: investimento na melhoria da infraestrutura e nos processos de trabalho. “Atualmente, em torno de 50% das internações do SUS/BH são dos hospitais aqui presentes. Portanto, a oportunidade de melhoria existe e nós, enquanto gestores, precisamos fortalecer, impulsionar a cultura e o aprimoramento da segurança do nosso paciente”, disse.

Jomara Alves, presidente do Grupo de Inovação em Saúde. (Foto: IAG Saúde)

A cada três meses, durante um ano, os hospitais participantes terão 15 itens e 53 subitens avaliados por uma comissão. A instituição que obtiver a maior pontuação receberá o prêmio de R$1 milhão de reais que deverá ser revertido na melhoria da infraestrutura. O edital do projeto vai ser publicado na próxima semana. Podem participar os hospitais 100% SUS/BH (próprios ou filantrópicos) que tenham 1 ano de metodologia DRG implementada. “Belo Horizonte é considerada polo, pois tem em torno de 30 mil internações hospitalares por mês. A segurança do paciente é de fundamental importância para melhorarmos nossos indicadores. É uma parceria com os hospitais na busca de soluções”, ressaltou o subsecretário, Fabiano Pimenta.

Segundo a diretora executiva do HMDCC, Maria do Carmo, o projeto é um enorme avanço considerando o contexto de financiamento do SUS e os problemas vivenciados pelos gestores e pela rede hospitalar. “Como a proposta é investir muito em processo de trabalho, ela demonstra que, a despeito das dificuldades financeiras, é possível melhorar a qualidade da assistência e a satisfação dos trabalhadores, gestores e usuários. Estão todos de parabéns”, afirmou.

 

Fonte: Ascom – Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

 

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