Saúde da mulher no Brasil

 

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia 8 de março sempre foi muito mais que uma comemoração feminina, a data busca, cada vez mais, debater o papel da mulher na sociedade e sua conquista de mais espaços e direitos. Além disso, acreditamos também ser um bom momento para a reflexão sobre a saúde feminina, auto-cuidado, hábitos saudáveis, prevenção e promoção da saúde daquelas que já são maioria entre a população nacional.

Talvez não seja novidade que o Brasil tem mais mulheres que homens. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2014, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população nacional conta com 51,6% de mulheres e 48,4% de homens. Os números da saúde suplementar batem com a estatística: segundo o estudo “Assistência à saúde da mulher”, que divulgamos recentemente, elas representavam, em 2016, 53,5% dos beneficiários de planos de saúde de assistência médico-hospitalar.

Sendo assim, uma série de ações e medidas devem ser pensadas – ou relembradas para esta parcela da população – e alguns números são importantes reforçar. Já destacamos aqui, o aumento da realização de mamografias pelos planos de saúde para a faixa etária prioritária (entre 50 anos e 69 anos). Segundo o estudo especial, o exame avançou de 43,6, em 2012, para 48,7 em 2016 a cada 100 beneficiárias vinculadas a planos médico-hospitalares nesta faixa etária.

Ainda neste tema, outra boa notícia vem da pesquisa IESS/Ibope. Na mesma faixa etária, a pesquisa de 2015 apontou que 64% das mulheres realizaram o exame nos últimos 12 meses. Já na pesquisa de 2017, tanto para beneficiárias, quanto aquelas que não possuem plano de saúde subiu para 78%. Já os dados do último Vigitel Saúde Suplementar, mostram que 97,6% das beneficiárias de planos de saúde com idade entre 50 e 69 anos já realizaram um exame de mamografia em algum momento da vida.

No entanto, a análise “Assistência à saúde da mulher” também mostra um leve recuo da realização de por exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero (Papanicolau) entre as beneficiárias de planos de saúde. No ano de 2011, a cada cem beneficiárias entre 25 a 59 anos, 48,8 realizaram exames de Papanicolau. Já em 2016, essa razão foi de 46,9. Uma redução de 1,9 ponto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum e o que mais mata as mulheres entre todos os tipos de câncer, sendo a segunda maior causa de morte na América Latina, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Já dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostram que o câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Claro que os números apontam para um bom nível na promoção da saúde feminina no país e esta é mais uma conquista a ser celebrada. No entanto, também mostram que ainda há o que se melhorar quanto a este tema.

Vale ressaltar que hábitos mais saudáveis entre toda a população impacta diretamente na incidência e prevalência de diferentes doenças. Além disso, o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura ao detectar a doença no início, evitando um tratamento mais agressivo, reduzindo o tempo e os custos. Isso significa ganho de segurança e qualidade de vida para o paciente e de eficiência para o sistema de saúde.

 

Fonte: IESS – Blog

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