Perfil de saúde do brasileiro

A produção de dados e monitoramento da situação de saúde da população é fundamental para o entendimento das especificidades para orientar na criação de programas, ações e políticas voltadas para a promoção da saúde e prevenção de doenças.

Foi com esse objetivo que elaboramos o Texto para Discussão n° 73 “Hábitos alimentares, estilo de vida, doenças crônicas não transmissíveis e fatores de risco entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013”. O estudo busca descrever diferenças entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil segundo hábitos alimentares, estilos de vida, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e fatores de risco. Em 2017, também foi apresentado na ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research) Latin America Conference, maior fórum mundial de farmacoeconomia, e publicado no Value in Health Journal.

Ações voltadas para a promoção e prevenção à saúde buscam reduzir a ocorrência de doenças, a mortalidade e combater o aumento da frequência de fatores de risco envolvendo a saúde dos brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito fatores de risco (consumo de álcool, uso de tabaco, pressão alta, alto índice de massa corporal, níveis elevados de colesterol, altos níveis de glicemia, baixa ingestão de frutas e vegetais e inatividade física) representam 61% das mortes cardiovasculares.

Já as doenças crônicas não transmissíveis são a principal causa de morte na maioria dos países do mundo e no Brasil. Em 2013, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 72,6% de todas as mortes no Brasil eram atribuíveis a doenças não transmissíveis e, dentre esses, 79,4% foram devido à doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus.

Portanto, a pesquisa utilizou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, pesquisa mais recente disponível. A PNS é um inquérito domiciliar realizado entre junho e agosto de 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério da Saúde (Fiocruz).

Fonte: Instituto de Estudos da Saúde Suplementar.

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