O plano da OMS para acabar com a gordura trans em alimentos industrializados até 2023

 

“Por que nossos filhos deveriam ter acesso a um alimento com um ingrediente tão inseguro?”, questionou o diretor geral da OMS.

 

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Erradicar a gordura trans na indústria alimentícia até 2023 se tornou um dos principais objetivos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em comunicado publicado nesta semana, a organização informou que criou um plano de combate à gordura presente na alimentação popular em todo o mundo. Segundo a OMS, o consumo destes alimentos é responsável por mais de 500 mil mortes ao ano, em consequência de doenças cardiovasculares.

A gordura trans artificial é encontrada em gorduras vegetais e estão presentes em comidas industrializadas e fritas e nas conhecidas junk foods, como hambúrgueres, batatas fritas, cachorro quente, entre outras comidas encontradas em redes de fast-food.

“A implementação das seis ações estratégicas representará uma importante vitória na luta global contra as doenças cardiovasculares”, disse Tedros Adhanom, diretor geral da OMS.

O pacote de ações atua tem seis frentes: identificação e revisão dos alimentos industrializados que são fontes da gordura, promover a substituição por outras fontes de gorduras mais saudáveis, promover leis que proíbem seu uso, monitorar estes alimentos e reforçar a mudança de hábitos na população, criar mais avisos em embalagens sobre os impactos negativos para a saúde em alimentos que contenham gordura trans e implementar um conjunto de políticas e regulações que promovam acesso à alimentação saudável.

“Por que nossos filhos deveriam ter acesso a um alimento com um ingrediente tão inseguro?”, questionou o diretor geral da OMS. “A OMS está trabalhando com governos, indústrias alimentícias, academia e sociedade civil para encontrarmos sistemas alimentares mais saudáveis para as gerações futuras, inclusive eliminando as gorduras trans produzidas industrialmente.”

 

O que é gordura trans?

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Existem duas principais fontes de gordura trans: a natural, de leites e derivados e da carne vermelha, e a artificial, da gordura vegetal hidrogenada.

As gorduras vegetais hidrogenadas foram introduzidos pela primeira vez no século 20 como um substituto da manteiga e se tornaram populares nas décadas de 50 e 70.

Apesar dos descobertos impactos negativos para a saúde cardiovascular, elas ainda são utilizadas para frituras e ingredientes de produtos industrializados, como sorvetes (massa), batata frita congelada, salgadinhos industrializados, donuts, margarinas, nuggets, sanduíches de fast-food, pizzas congeladas, entre outros.

Segundo a OMS, o consumo total recomendado de gordura trans não pode ultrapassar 1% do consumo total de calorias em um dia, o que se traduz em menos de 2,2 gramas para uma dieta de 2.000 kcal.

Dietas ricas em gordura trans podem aumentar o risco de doença cardíaca em até 21% e de mortes precoces em até 28%. Além das doenças relacionadas ao coração, a gordura trans pode piorar inflamações e a disfunção endotelial.

 

Fonte: Huff Post Brasil

 

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