Mais um estudo sobre vacinas conclui que elas não causam autismo

 

Vacinação (Foto: Agência Brasil)
Vacinação. (Foto: Agência Brasil)

Baseado em um trabalho que foi desacreditado pela comunidade científica, o movimento contrário à vacinação vem crescendo em diversas partes do mundo. Nesta semana, mais um estudo comprovando que as vacinas não causam autismo foi publicado.

Escrito por pesquisadores dinamarqueses, o artigo foi publicado na última terça-feira (5), na revista Annals of Internal Medicine, com a coleta de dados de mais de meio milhão de crianças.

Ao todo, os pesquisadores analisaram os dados de 657.461 crianças nascidas na Dinamarca entre os anos de 1999 e 2010. Dentre elas, 6.517 foram diagnosticadas com autismo.

Com base nesses dados, os pesquisadores compararam os dados de crianças vacinadas com caxumba, sarampo e rubéola (MMR) — conhecida no Brasil como tríplice viral — com o grupo de crianças que não receberam a vacina.

“O estudo apoia fortemente que a vacinação com MMR não aumenta o risco de autismo, não desencadeia o autismo em crianças suscetíveis e não está associada ao agrupamento de casos de autismo após a vacinação”, concluíram os pesquisadores.

Vacina tríplice viral é a usada para evitar sarampo, rubéola e cachumba (Foto: Senior Airman Areca Wilson/Wikimedia Commons)
Vacina Tríplice Viral é a usada para evitar sarampo, rubéola e caxumba. (Foto: Senior Airman Areca Wilson/Wikimedia Commons)

Por que as pessoas acreditam que as vacinas causam autismo

Em fevereiro de 2019, um movimento de jovens buscando vacinação nos Estados Unidos ganhou força. No período, a GALILEU publicou uma matéria sobre o caso de Ethan Lindenberger, um adolescente que nunca havia sido vacinado.

Assim como a mãe de Lindenberger, que acreditava que as vacinas poderiam causar autismo, outras pessoas ainda levam em conta o estudo que afirma que a imunização leva a esse transtorno. Conduzido há duas décadas, esse trabalho já foi desmentido pela comunidade científica e teve o seu autor proibido de praticar medicina.

O estudo publicado na semana passada não é o primeiro do tipo. Porém, de acordo com o portal Futurism, é um dos maiores já feitos.

Agora, pesquisadores esperam que o resultado chegue ao maior número de pessoas em todo mundo e evite novos surtos de sarampos e outras doenças que poderiam ser prevenidas com a vacinação.

Fonte: Revista Galileu.

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