Escrever sobre emoções positivas reduz stress e ansiedade

Em nova pesquisa, voluntários que escreveram sobre suas lembranças mais felizes todos os dias tiveram melhores consideráveis na saúde mental e física.

Por Felipe Sali.

Já houve um tempo em que a sensação entre os adolescentes era ter um diário para anotar tudo que acontecia ao longo do dia. A moda passou com a popularização das redes sociais, mas a ciência deu uma boa razão para voltarmos com ela: escrever sobre emoções positivas pode ajudar a reduzir o stress e a ansiedade, enquanto escrever sobre as negativas (ou seja, botar as frustrações para fora) melhora a saúde mental e física.

Em um estudo publicado no British Journal of Health Psychology, pesquisadores da Sociedade Britânica de Psicologia recrutaram 71 participantes saudáveis, com idades entre 19 e 77 anos, e os dividiram em dois grupos. O primeiro foi orientado a escrever sobre as experiências mais maravilhosas da vida, 20 minutos por dia, durante três dias consecutivos. O outro grupo deveria escrever a respeito de um tópico neutro, como os planos para o resto do dia, durante o mesmo período.

Os níveis de ansiedade dos participantes foram registrados antes e depois de completarem a tarefa do dia. Foi encontrada uma diminuição significativamente maior na ansiedade daqueles que escreveram suas experiências positivas, comparados aos que escreveram sobre coisas neutras. Até a saúde física melhorou consideravelmente.

“Uma vantagem de escrever sobre emoções positivas para combater o stress e a ansiedade é a simplicidade. Ao contrário de muitas outras estratégias para melhorar o bem-estar psicológico, essa tarefa não precisa de treinamento ou tempo gasto com um terapeuta”, disse Michael Smith, um dos autores do estudo: “As pessoas podem fazer isso em um horário e lugar que seja conveniente para elas – e é grátis”.

Já existe uma série de estudos que provam como escrever sobre experiências negativas traz os mesmos benefícios para a saúde. Mas, em ambos os casos, pessoas com condições psicológicas diagnosticadas não participaram dos testes, o que significa que não sabemos se a técnica funcionária em um ambiente clínico.

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