Como está a saúde da mulher no Brasil?

Mais do que uma comemoração, o dia 8 de março sempre foi marcado por lutas, debate sobre o papel da mulher na sociedade e conquistas de espaços, direitos, como na área de saúde. Além de lembrar dessas questões fundamentais, achamos que é um importante momento para a reflexão sobre a saúde da mulher em nosso País.

Portanto, é importante lembrar de nosso recente estudo “Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2011 e 2017”. Segundo a publicação, em 2017, havia 47,2 milhões de brasileiros vinculados a planos de saúde de assistência médico-hospitalar. Desse total, 25,2 milhões (ou 53%) eram mulheres. Ou seja, elas são maioria entre a população brasileira e, consequentemente entre os que possuem planos de saúde. O que reforça a necessidade de pensar no autocuidado, hábitos saudáveis, prevenção e promoção da saúde, entre outros aspectos.

Exatamente por isso é que a pesquisa apresenta dados sobre a assistência à mulher na saúde suplementar, como relativos ao número de mamografias realizadas, câncer de colo de útero e de mama, partos e métodos contraceptivos.

De acordo com o estudo, o número de mamografias realizadas a cada grupo de 100 beneficiárias com planos médico-hospitalares da faixa etária definida como prioritária pelo Ministério da Saúde (de 50 a 69 anos) registrou ligeira queda de 48,6, em 2016, para 47,9 em 2017.

A triste notícia é de que, no mesmo período, as internações relacionadas ao câncer de mama feminino aumentaram de 36,5 mil internações para 40,9 mil, ou seja, crescimento de 12,1%. O tratamento cirúrgico de câncer mama feminino atingiu 17,4 mil cirurgias em 2017 na saúde suplementar, um aumento de 8,3% quando comparada com o ano anterior.

O contraponto positivo mostra que a quantidade de internações relacionadas ao câncer de colo de útero caiu pela metade, reduzindo 49,6% entre 2011 e 2017. O tratamento para esse tipo de câncer também apresentou queda semelhante, com redução de 47,0% entre 2011 e 2017.

Por outro lado, o uso de métodos contraceptivos foi um dos destaques no estudo. Houve aumento de 58,4% no número de procedimentos de laqueadura tubária (sendo 10 mil em 2011 e 16 mil em 2017). Ainda no mesmo período analisado, o número de procedimentos de implante de dispositivo intrauterino quadruplicou, partindo de 34,7 mil em 2011 para 143,5 mil em 2017.

Aumentar a conscientização, o autoexame e a detecção precoce de diferentes patologias é fundamental para a promoção da saúde. Além de aumentar as chances de cura do paciente, o diagnóstico precoce diminui a necessidade de tratamentos mais agressivos, o tempo e os custos da recuperação. Tudo isso significa mais qualidade de vida para as mulheres brasileiras.

Claro que os números apontam para um bom nível na promoção da saúde feminina no país e esta é mais uma conquista a ser celebrada. No entanto, ainda há o que se melhorar quanto a este tema.

 

Fonte: Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

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