Ciência explica por que sentimos a necessidade de ajudar o próximo

Ter uma maior sensibilidade a dor e ao medo pode fazer com que você seja mais empático.

 

 

Quando reservamos parte de nossas vidas para ajudar ao próximo, podemos estar vivenciando um momento de altruísmo, e também de empatia. Comumente acredita-se que estas características sejam adquiridas através do meio externo. Porém, cientistas da Universidade da Pensilvânia descobriram uma relação neural entre estes dois traços de personalidade.

Os pesquisadores descobriram, através de exames de ressonância magnética, que uma parte do cérebro chamada “Lobo da ínsula”, responsável por nossas sensações de dor e repulsa, tem sua atividade potencializada em pessoas que se comovem excessivamente com o sofrimento alheio.

Isto significa que o motivo por trás de suas atitudes altruístas pode estar na presença de uma maior sensibilidade à dor, causada por uma hiperatividade na região do sulco lateral de seu encéfalo.

Como o estudo foi feito

Para comprovar a teoria, os pesquisadores convidaram 29 pessoas que haviam doado um rim para estranhos e 28 adultos que nunca haviam feito isso. Eles responderam questionários sobre empatia e fizeram dupla com outros participantes para realizar testes cognitivos.

No primeiro teste, eles assistiam seu parceiro de pesquisa ser submetido à uma leve dor. No segundo, os próprios participantes sentiam a dor. E no terceiro, eles eram informados que sofreriam dor, porém não sabiam quando.

Resultados

Em todos os testes, os participantes tiveram suas atividades cerebrais monitoradas por ressonância magnética. Quem já tinha doado um rim, tinha as atividades da amígdala cerebral e do lobo da ínsula extremamente ampliadas. Isto acontecia por uma condição psicológica que fazia os participantes sentirem maiores quantidades de medo e dor.

Entre os adultos que nunca haviam realizado doação de órgãos, a atividade cerebral nas áreas da amígdala e do lobo da ínsula permaneceram dentro do esperado.

Fonte: Site Minha Vida.

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