Brasil vai precisar de cerca de 4,5 milhões de enfermeiros, 1 milhão de médicos e 4 milhões de professores em 2040

Segundo estudo do BID, a América Latina precisará de 23 milhões de profissionais em saúde e educação.

A América Latina e o Caribe precisarão de 8 milhões de enfermeiros, 3 milhões de médicos e 12 milhões de professores até o ano 2040. Isso é o que afirma o estudo Educação e a Saúde: os setores do futuro?, a segunda parte da série O futuro do trabalho na América Latina e no Caribe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que apresenta uma projeção sobre a demanda de profissionais em 24 países da região. Já o Brasil vai precisar de cerca de 4,5 milhões de enfermeiros, 1 milhão de médicos e 4 milhões de professores em 2040.

” Nosso estudo mostra que, mesmo no âmbito da quarta revolução industrial, podemos esperar que o número de professores, médicos e enfermeiros da América Latina e do Caribe continua crescendo rapidamente, ” diz Marcelo Cabrol, gerente do Setor BID Social.

O envelhecimento da população vai gerar demanda crescente pelos serviços de saúde. Como aconteceu em outros países mais avançados em sua transição demográfica, o estudo estima que isso resultará em aumento substancial no número de médicos e enfermeiros da região nas próximas décadas. A dificuldade para automatizar as atividades feitas por estes profissionais e o envelhecimento populacional são elementos norteadores para as afirmações contidas no estudo.

Conforme o BID, o número de profissionais de educação e saúde quadruplicou em quarenta anos e atualmente 11 milhões de pessoas trabalham como médicos, enfermeiros e professores na região analisada.

Empregos do futuro

O estudo analisa a evolução do emprego de professores, médicos e enfermeiros durante as últimas quatro décadas na América Latina e no Caribe. “Essas três ocupações vêm crescendo significativamente na região, mas o mais notável é que os empregos em educação e saúde são, em comparação com outros setores, de boa qualidade”, explica Marcelo Cabrol. A publicação mostra também, evidências de que a renda de professores, médicos e enfermeiros na América Latina e no Caribe tem crescido significativamente nos últimos anos.

Força de trabalho feminina e equiparação salarial

Além disso, as mulheres representam a maioria dos trabalhadores nestes setores (75% da força de trabalho nesses segmentos). A diferença salarial entre homens e mulheres é substancialmente menor nessas ocupações do que em outros setores. “Enquanto na nossa região [América Latina e no Caribe] as mulheres com ensino superior ainda ganham em média 28% menos que os homens, na educação e na saúde essa diferença fica em torno de 10%”, diz Cabrol.

Atrativos

Os empregos na área da educação e saúde são mais atraentes hoje do que há 15 anos. O rendimento [salarial] destes profissionais [professores, médicos e enfermeiros] aumentou substancialmente, tanto em termos absolutos como comparação com outros setores. Além disso, os empregos na educação e na saúde trazem outros benefícios, incluindo uma maior probabilidade de uma aposentadoria atrativa na velhice.

O estudo afirma que os empregos em educação e saúde são considerados – e continuarão sendo – bons empregos, especialmente para as mulheres.

Tecnologia

As mudanças tecnológicas que já estão ocorrendo mudarão fundamentalmente a forma de trabalho realizado por professores, médicos e enfermeiros. As habilidades que deverão ser adquiridas por estes profissionais são relacionadas à interação com as novas tecnologias, um fator crítico para a atuação profissional, segundo o estudo.

Por outro lado, será importante possuir as habilidades denominadas socioemocionais, ou seja, aquelas que contribuem para o trabalho com outras pessoas (em equipe), organização, metas e construção de confiança.

Os professores de amanhã devem ser mentores e dar apoio aos estudantes em seu processo educacional. Já os profissionais de saúde precisarão de habilidades de comunicação interpessoal para atingir altos níveis de resultado para seus pacientes e regimes de tratamento, além de forte empatia para transmitir segurança e consolo quando se tratar de doenças sem cura ou de difícil diagnóstico.

Este cenário exigirá profundas reformas nos modelos de formação continuada de professores, médicos e enfermeiros, completa o BID.

Sobre o BID

A missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento é melhorar vidas. Fundado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional na América Latina e no Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisa de ponta e oferece orientação sobre políticas, assistência técnica e treinamento para clientes públicos e privados.

 

Fonte: CNSaúde.

 

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